
Não se sabe ao certo de onde a tattoo veio, nem onde vai parar. O importante é que ela existe e a sociedade está cada vez mais apaixonada por essa arte milenar, quebrando preconceitos e ganhando espaço, não só entre os jovens, mas em todas as faixas etárias, tribos e classes sociais.Alguns acham que surgiu apenas em um ponto do mundo e se espalhou. Outros acreditam que nasceu em vários lugares ao mesmo tempo. O mais engraçado é que todos tem a impressão de que a evolução do homem sempre esteve ligada à história da tattoo. Acredita-se que os homens das cavernas se orgulhavam de suas cicatrizes propositais, pois elas eram sinônimo de coragem. As tatuagens eram usadas para marcar os momentos da vida biológica (nascimento, adolescência...), registrar os fatos da vida social (tornar-se guerreiro, sacerdote, casar-se...) e pedir proteção ao sobrenatural. Aqui no Brasil os primitivos cultuavam o ato de tingir o corpo como forma de adorno. Na verdade, a tatuagem é tão antiga quanto o homem, sendo uma arte universal, presente em todos os cantos do Planeta, nas mais diversas épocas da nossa História.
A DESCOBERTA
Porém, sabe-se que o homem que “descobriu” a tatuagem foi James Cook (ele também descobriu o surf, mas isso é outra história!). Cook era um navegador inglês, pioneiro na exploração do Oceano Pacífico, que ao desembarcar no Taiti, em 1769, encontrou nativos com desenhos pelo corpo no lugar de roupas. Então Cook, para descrever sua descoberta, escreveu em seu diário de bordo que “os nativos injetavam tinta preta dentro da pele que ficavam marcadas para sempre e eles tinham isso como motivo de orgulho. Na língua deles, chamam isso de tatau (desenho no corpo).” Essas tattos eram feitas com ossos bem finos ou dentes de porcos, no lugar da agulha e introduziam a tinta na pele com a ajuda de um “martelo” (ou algo parecido).
A MÁQUINA ELÉTRICA
Mas graças a Samuel O’Reilly, desde 1891 não se faz mais tattos com ossos e martelinhos. Foi ele quem inventou a máquina de tatuar elétrica, baseada numa invenção de Thomas Edison que servia para marcar o couro. A partir daí a tatuagem foi tornando-se popular, principalmente através dos marinheiros ingleses, que levaram a palavra tatto e o ato de se tatuar para outras civilizações.
A CHEGADA
No Brasil a tatuagem chegou em junho de 1959, em Santos, trazida pelo dinamarquês Lucky Tattoo (Knud Harld Likke Gregersen) que dizia que suas tatuagens davam sorte. Foi ele quem tatuou um dragão no “Menino do Rio”, da famosa canção de Caetano Veloso. Lucky abriu o primeiro estúdio perto do cais do porto, que na época era a “zona marginal” da cidade, o que contribuiu bastante para a fama ruim da tatuagem no país. E, para piorar a fama, em 1978, a Inglaterra resolveu tatuar números de identificação nos presidiários, como crachás e, também por causa disso, a tatuagem passou a ser ligada à marginalidade. Mas hoje em dia, essa má fama faz parte do passado. É que com a circulação de informação, a chamada “arte na pele”, cada vez mais está nos corpos de pessoas de várias idades e classes sociais.
TRÊS LAGOAS
O tatuador três-lagoense Cristiano Anselmo (o Crico), há 12 anos no ramo, chega a fazer cinco tatuagens por dia em seu estúdio. “São de todos os tipos. Os homens já passaram um pouco da fase das tribais e estão curtindo mais as orientais, como dragões, por exemplo”, conta o tatuador. ‘Crico’ revela também que de uns cinco anos para cá sua clientela feminina aumentou em cerca de 80%. “Elas perderam o medo da dor e também não ligam para o preconceito. A maioria delas prefere desenhos mais ‘meigos’ como flores, estrelinhas, fadinhas...” Vale reforçar que, em seu estúdio, usa somente materiais descartáveis e segue todas as determinações da Vigilância Sanitária. ‘Crico’ faz questão de frisar que “tatuar menor de 18 anos, somente com autorização dos pais ou responsável, com firma reconhecida em cartório.” A jornalista Fabrina Martinez, 30 anos, tem em seu corpo, 22 tatuagens. Sua primeira arte, na nuca, foi um kanji (caracteres de origem chinesa, da época da Dinastia Han). Por não estar satisfeita com o resultado final, Fabrina procurou outro profissional para alguns retoques e, aproveitando, investiu na segunda tattoo, também na nuca. Dessa vez uma asa! Tempos depois, em uma única sessão, fez mais quatro tatuagens. “De todas as minhas tattoos, a que mais gosto, a que tem um significado especial, também foi a que mais doeu e a que mais demorou para ficar pronta. Uma que tenho no peito... que fiz em três sessões de seis horas cada. Porém meu recorde mesmo, sentada em uma cadeira de tatuador, foi de oito horas seguidas onde fiz um retoque na perna e mais duas novas, uma em cada pantorrilha.”Em relação a preconceito por tantas artes no corpo, a jornalista conta que se sentiu vítima apenas uma vez: “Estava provando uma roupa em uma loja e uma senhora, ao lado, quando me viu tatuada disse: ‘Jesus te ama!’... Apenas sorri e agradeci!” Já em sua profissão garante nunca ter sofrido algum tipo de preconceito. No entanto, não é raro, nas ruas, as pessoas lhe perguntarem se ela é tatuadora! “Isso me choca! Só porque tenho muitas tatuagens não posso ter outra profissão?”
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Créditos... Meu, juro que não lembro o nome de onde plageei... (rs) Bem, faz parte, o que vale é a intenção!
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