Ela abriu os braços, como se fosse voar...
Ela ficou sobre os dedos dos pés, como se fosse dançar.
Ela deixou o vento, de uma noite de luar, tocar seu corpo,
como se nada mais de igual importancia ouvesse no mundo.
Ela se inclinou pra frente, e sentiu seu coração acelerar.
Ela sentia medo, ela sentia vontade, ela sentia cheiros.
Ela era finalmente ela... Mas ja era tarde demais...
Se lembrou que num certo dia, alguém disse que nunca
é tarde demais...
Mas não importava o que qualquer um, ou até mesmo a
pessoa mais importante do mundo, dissesse...
Ela deu seu primeiro, porem o ultimo, sorriso, e deixou
deuses, sem nomes, levar seu corpo, pra onde ela não
ia lembrar...
O prédio era o mais alto, no centro da cidade, próximo ao céu.
E talvez houvesse um Céu...
Mas ela não pensava nisso agora...
Na queda, seus ouvidos tampados, só o som do coração,
prestes a explodir, e um unico pensamento... Ela queria tanto
ir pra casa...

Perfeito amor!
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