Nada a declarar hoje.... Ando tão vazia, sem qualquer vontade... Talvez seja o frio congelando meus sentidos...
Tem feito bastante frio, não é ?(rs, sem graça.) Gostaria de estar bem longe agora, no topo de uma montanha, só curtindo a paisagem... Mas a realidade não é verde, muito menos cor de terra, estou aqui, na selva de concreto, não que não tenha nada para fazer, só que, a realidade tem me deprimido com uma certa freqüência freqüente de mais... Mas tudo bem, talvez passe, talvez não, talvez o mundo se acabe amanhã, talvez não... Talvez minha vida inteira seja apenas um sonho, como a história do homem-aranha em uma saga do hq, a qual nem me lembro o nome, mas minha vida não é nem metade de tanta emocion e tudo o mais...
É eu sei, estou me lamentando muito da vida hoje, em especial, mas é que, acordei meio sei-la... Não oca, mas com vontade de sair andando sem rumo... (E isso seria muito bom, mas estou com preguiça, talvez de novo o frio... Alguém tem que levar a culpa, afinal...)

"Sou um mero espectador da vida, que não tenta explicá-la. Não afirmo nem nego. Há muito que fujo de julgar os homens, e, a cada hora que passa, a vida me parece ou muito complicada e misteriosa ou muito simples e profunda. Não aprendo até morrer - desaprendo até morrer. Não sei nada, não sei nada, e saio deste mundo com a convicção de que não é a razão nem a verdade que nos guiam: só a paixão e a quimera nos levam a resoluções definitivas.O papel dos doidos é de primeira importância neste triste planeta, embora depois os outros tentem corrigi-lo e canalizá-lo... Também entendo que é tão difícil asseverar a exactidão dum facto como julgar um homem com justiça. Todos os dias mudamos de opinião. Todos os dias somos empurrados para léguas de distância por uma coisa frenética, que nos leva não sei para onde. Sucede sempre que, passados meses sobre o que escrevo - eu próprio duvido e hesito. Sinto que não me pertenço... É por isso que não condeno nem explico nada, e fujo até de descer dentro de mim próprio, para não reconhecer com espanto que sou absurdo - para não ter de discriminar até que ponto creio ou não creio, e de verificar o que me pertence e o que pertence aos mortos. De resto isto de ter opiniões não é fácil. Sempre que me dei a esse luxo, fui forçado a reconhecer que eram falsas ou erróneas." (Raul Brandão) 


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